Um Grande Temporal em uma vida - Por Vinnie





Janeiro de 2006


Era o fim de mais um verão e apesar do tal nome ,e devido às constantes mudanças climáticas tudo que se via era a nuvem negra que costumava pairar sobre o céu. Há cerca de três ou quatro horas, um céu azul celeste, com nuvens que lembravam bolas de algodão abertas, iluminado por um sol forte pairava sobre a cabeça da menina.Mas não foi um verão fácil. Suas primas e seus amigos se juntaram para tentar anima-la e com isso a arrastaram para um banho de chuva a beira mar.De repente um olhar brotava entre dois seres,era algo mágico,mas conforme os minutos se passaram aquele olhas ficava mais intenso e o coração então deparava,a chuva parecia estar caindo lentamente,tudo era muito diferente,mas então ele a deixou ali com o coração partido...


Então desde então,se passaram 4 anos,e ela já havia prometido para si mesma que não sofreria mais com um coração partido, porém, era inevitável com o vazio que sentia agora.
Não foi há muito tempo,e seus ouvidos ainda latejavam por isso,ela ouviu novamente a voz dele, que conseguia ser incrivelmente ativo com a voz e bater novamente seu recorde de tempo no telefone.Por mais que ela fosse forte, não estava sendo agradável aceitar a idéia que ele não estaria mais ao seu lado quando precisasse.Ela não conseguiria acreditar que todo aquele sentimento que ela tinha por ele,ele não poderia corresponder,pois já havia outra menina no coração dele.No entanto, ela fazia qualquer coisa para não pensar sobre a situação, já que só doía quando pensava sobre ele (o único problema era que 99,9% daquela cidade miserável estava ligada a eles). Talvez fosse esse o maior motivo de sua vontade de estudar fora (além do seu profundo desejo de conhecimento): livrar-se das lembranças que, agora tinha plena certeza, lhe perseguiriam durante mais um ano. Pelos menos tinha a certeza e a palavra de seus pais que no próximo realizaria seu sonho de estudar num lugar melhor (mesmo que aquilo pouco valer-se levando em consideração todas as promessas quebradas por eles).  A pior parte era lembrar o que estava a sua espera.


Nuvens de chuva se formavam ao norte. Constantes descargas elétricas iluminavam o escuro céu e assustavam as pessoas que passavam na rua, embora o muro alto não a deixasse ver isto. Ela não se importava de maneira alguma com aquilo, na verdade, achava tudo aquilo um espetáculo a parte. Era bom poder distrair-se novamente.

Aquela era uma grande tempestade. O vento cortava forte os céus e os raios eram cada vez maiores, mais luminosos. Mas aquilo não assustava a menina, que permanecia sentada na janela gradeada de seu quarto, estática como uma escultura, observando apenas. Ela simplesmente cravava seus olhos castanhos densos naquela imensidão e sentia como seus problemas não eram nada em compensação ao tamanho do universo. E foi naquela grande tempestade, que ela encontrou forças para teorizar um dos seus princípios. Não importa o tamanho dos seus problemas, há sempre algo maior e mais luminoso. Não vale a pena lamentar-se. Basta simplesmente paciência para esperar o fim.